outubro 25, 2016

Empatia textual


Há pouco mais de um mês, dei início a um novo semestre na universidade. Dentre todas as disciplinas obrigatórias uma me chamou a atenção - Leitura e Produção de Textos em Língua Portuguesa I. A disciplina é uma introdução para a próxima que será focada em ensaios e... todo o blabláblá de um estudante de Letras. No entanto, ela me chamou a atenção por outras razões.

O exigido é que seja escrito um texto toda semana (oh, lord) em que os leitores possam se identificar, refletir e discutir a essência que o autor tentou apresentar. É escrever um texto sobre si, mas sempre pensando em como isso atingirá outras pessoas.


A minha maior dificuldade foi parar de escrever para mim mesma, pois nós estamos acostumados a escrever e falar de nós mesmos. Estamos habituados a acreditar que as nossas dores e problemas são sempre piores as dos outros e essa cadeira faz com que tentemos universalizar as nossas dores e problemas com as de outras pessoas para que, ao menos, consigamos desenvolver uma discussão a partir disso. 

Por que eu estou dizendo isso tudo? Porque eu aprendi que não devemos escrever para nós; portanto, toda semana (mais ou menos, rs) publicarei um dos meus textos para a disciplina como uma maneira de incentivá-los a refletir, discutir, escrever, mas acima de tudo enxergar que não somos o centro de tudo e devemos ouvir o as pessoas têm a dizer. 

Observações consideráveis:
1. O marcador de texto irá se chamar bronquinhas, pois essa é a palavra que minha professora, Magali Endruweit, gosta de usar para referir-se aos assuntos que cada aluno costuma retratar nos textos.
2. Os textos que serão publicados não são divinos nem magníficos, são textos que já foram corrigidos e estão "aptos" pelo que é exigido pela cadeira.


Allons-y!

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